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Je suis un Homme...

Comme ils disent! Onde tudo tem o seu espaço.

Je suis un Homme...

Comme ils disent! Onde tudo tem o seu espaço.

Derrubando barreiras

Mesmo contra os estigmas da sociedade!

Pensar que determinada “coisa” é exclusivamente para homem ou para mulher é, cada vez mais, um pensamento retardado. Nos dias que correm qualquer tipo de desporto ou atividade é cada vez mais praticado tanto por homens como por mulheres. Homens não têm só a função de ir trabalhar nem as mulheres a função de ficar em casa a tratar das lides domésticas e da educação dos filhos. Cada vez mais mulheres estão na linha da frente em tantos desportos e homens ocupam agora profissões que antes eram vistas só para mulheres. O mundo não está do avesso, mas cada vez mais a tornar-se equilibrado. Homem e mulher devem ter uma igualdade de papeis, direitos e deveres. Contudo ainda há algumas áreas em que os homens são mal vistos, outras em que são as mulheres que são olhadas de lado.

 

O assunto sobre o que vos quero falar hoje não é um assunto global, mas um em particular.

 

De há uns tempos para cá, (não consigo precisar quanto tempo é), que venho seguindo alguns dançarinos nas suas diversas áreas. Umas mais que outras trazem-me algum sentimento de inveja, de vontade de também o poder fazer. E hoje falo-vos, em específico, sobre o pole dance.

 

Fazendo uma pequena pesquisa sobre o assunto na internet, facilmente ficamos a saber um pouco sobre o mesmo: uma forma de dança e ginástica, utiliza um poste (ou varão) vertical, comummente associado a strip clubs, cabarés e circos. Hoje em dia é também uma vertente associada ao fitness para desenvolvimento de determinadas áreas musculares. Uma outra vertente é também o pole dance artístico. Se mudarmos o separador do Google, rapidamente percebemos que é uma tendência feminina, associada ao feminismo, ao sensual, ao erótico.

 

Há, ainda assim, uma vertente já considerável de homens que nos dias atuais praticam esse desporto/dança. E o que dizer sobre isto? Bem, acho que cada um de nós tem o direito a ter a sua opinião (como em tudo), e eu, do fundo (ou alto?) do meu pedestal considero que este tipo de dança é, como em tantas outras coisas, uma arte que permite exprimir sentimentos, emoções, estados de espírito. É verdade que em muito é virada ao sensualismo, mas que exerce o seu poder de alguma maneira. E saibamos que esta é uma arte originária na Índia, com o mallakhamb (homem de força), uma espécie de ioga praticado num poste.

 

Se esta foi uma dança vista como erótica e de prazer, em espetáculos de strip, é agora vista como uma dança de espetáculo. As caracterizações são melhoradas, os ritmos, as permormances, tantas outras coisas. Ter a coragem de se agarrar a um poste sem ser chamado disto ou daquilo, é também um ato de superação de si mesmo e, a meu ver, um ato de coragem.

 

Recentemente tive o gosto enorme de conhecer um jovem praticante de pole dance. Ainda que ele se diga estreante e sem grande experiência, o certo é que luta diariamente por se melhorar nesta área. E porque ter um blogue não é falar somente sobre mim, mas sobre vários assuntos, pedi-lhe que fizesse uma performance de pole dance com a música que deu mote a este blogue.

 

De uma maneira muito especial, quero agradecer ao Gonçalo por logo ter-se prontificado a fazê-lo com um grande profissionalismo. Podem ver mais vídeos dele na sua página do YouTube.

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